Você gere a fábrica com números. Sabe a capacidade de máquina ao minuto, o peso do aço na margem por peça, e o prazo de expedição de cor. Depois procura apoio na parte comercial e esbarra em propostas sem um único valor. Pede-se uma reunião para saber o preço, e na reunião pede-se outra reunião.
Este artigo responde à pergunta. Explica o que compõe o custo de uma agência, apresenta os valores que a Clarmaj pratica, e mostra como fazer a conta ao contrário para saber se compensa no seu caso. Os números são os nossos e servem também como referência para avaliar qualquer proposta que receba.
O que compõe o preço de uma agência
Uma avença de marketing é sobretudo tempo de pessoas, tal como uma hora de máquina é sobretudo amortização e mão de obra. Vale a pena saber onde vai o dinheiro.
- Estratégia. Decidir o que dizer, a quem, e por que ordem. É a parte que determina se o resto serve para alguma coisa.
- Produção de conteúdo. Escrever textos que um comprador industrial leve a sério exige perceber do assunto, não só escrever bem.
- Design. Peças gráficas, fotografia real da fábrica, e a montagem de tudo isso.
- Gestão de campanhas. Configurar, acompanhar e corrigir. O orçamento de publicidade é uma coisa, geri-lo é outra.
- Ferramentas e licenças. Plataformas de email, agendamento e medição.
- Relatório e reunião. A parte que lhe permite decidir se continua.
Os três níveis de investimento
Entrada: 450 euros por mês
Para quem não tem presença nenhuma ou tem uma página parada há anos. Inclui oito publicações por mês no LinkedIn, campanha de crescimento de página com o investimento em publicidade já incluído no valor, configuração e atualização do Google Business Profile, uma visita trimestral à fábrica para fotografia real, e relatório mensal.
Contrato mínimo de seis meses, porque abaixo disso não há tempo para o trabalho produzir efeito nem para o medir. Não inclui website. Se a empresa não tiver site, resolve-se à parte antes de arrancar.
Intermédio: 750 euros por mês
Para quem já tem site e quer começar a receber contactos. Acrescenta ao anterior uma segunda rede social com conteúdo adaptado, uma newsletter mensal para a base de clientes e contactos, otimização do site para pesquisa, e um artigo de blog por mês.
É o nível que a maioria das PME industriais acaba por escolher, porque junta ser encontrado e manter presença junto de quem já conhece a empresa.
Avançado: 1200 euros por mês
Para quem já tem presença e quer volume mensurável de pedidos. Acrescenta Google Ads, Linkedin ads, landing pages de conversão e relatório de retorno com custo por contacto.
Neste nível, o orçamento de publicidade é pago à parte, diretamente pela empresa às plataformas. É assim que deve ser: o dinheiro dos anúncios é seu, a conta é sua, e se um dia mudar de agência a conta fica consigo com o histórico todo.
Projetos pontuais
- Website institucional, a partir de 2500 euros.
- Landing page de conversão, a partir de 300 euros.
- Implementação de CRM com pipeline e formação da equipa, a partir de 800 euros.
A conta ao contrário
O preço só faz sentido comparado com o que um cliente novo vale para a sua fábrica. Faça esta conta com os seus números, em cinco minutos.
- Qual a faturação média anual de um cliente da sua carteira? Some o que faturou aos cinco maiores no ano passado e divida por cinco.
- Qual a margem de contribuição desse trabalho, em percentagem? Use a margem real, depois de material e mão de obra direta.
- Multiplique. Tem a margem que um cliente novo traz por ano.
- Divida o custo anual da avença por esse valor. Tem o número de clientes novos por ano necessário para a avença se pagar.
Numa fábrica onde um cliente médio deixa margem de vários milhares de euros por ano, o resultado costuma ser inferior a um cliente. Numa fábrica de séries pequenas e margem apertada, pode ser três ou quatro, e nesse caso a decisão exige outra ponderação. A conta é a mesma que faz para decidir a compra de uma máquina, e merece o mesmo cuidado.
Um aviso sobre esta conta: ela diz-lhe o limiar, não o resultado. Nenhuma agência séria lhe promete um número de clientes nem um prazo, porque não controla o mercado nem a capacidade de resposta da sua equipa comercial.

Desconfie das propostas muito baratas
Aparecem propostas de cento e cinquenta euros por mês para gerir redes sociais. Faça a conta que faria a um fornecedor de peças que apresentasse metade do preço de mercado: alguma coisa tem de sair do orçamento.
Normalmente sai o tempo. Publicações genéricas geradas em série, imagens de banco de imagens que não têm nada que ver com a sua fábrica, zero visitas ao chão de fábrica, e nenhum relatório que ligue o trabalho a pedidos de orçamento. O dinheiro é pouco e o retorno é nenhum, o que sai mais caro do que não fazer nada.
Três perguntas separam uma proposta séria de uma proposta barata. Quantas horas por mês estão alocadas e a quê. Quem escreve os textos e o que percebe do setor. E que métrica vai ser usada para dizer que o trabalho resultou. Se a resposta à terceira for alcance ou seguidores, procure noutro lado. A razão está explicada em porque é que o marketing genérico não funciona na indústria.
Meia hora de trabalho esta semana
Faça a conta ao contrário com os números reais da sua empresa e escreva o resultado num papel. Depois procure no Google o processo que a sua fábrica faz, com a região, como um comprador faria. Veja quem aparece e em que posição a sua empresa está.
Estes dois números, quanto vale um cliente novo e onde está hoje nas pesquisas, chegam para ter uma conversa informada com qualquer agência, incluindo connosco. Se quiser perceber o que fazer antes disso, comece por como conseguir mais pedidos de cotação e por o que é marketing industrial.
O próximo passo
Falamos de valores concretos por fase na página de criação de sites para empresas industriais.
Os valores estão em cima e não mudam consoante quem pergunta. Se quiser saber qual dos níveis faz sentido para a sua empresa, ou se faz sentido nenhum deles neste momento, o diagnóstico gratuito responde a isso antes de haver qualquer proposta. Pode também ver o que fazemos em cada nível na página de serviços.